Maia diz que indefinição na reforma ministerial não vai influenciar na articulação para a Previdência

domingo, 26 de novembro de 2017

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira (23) que a indefinição do governo em relação à reforma ministerial não vai influenciar os debates e a articulação para a votação da reforma da Previdência.

Nesta quarta (22), o Palácio do Planalto voltou atrás na decisão de nomear o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) para a Secretaria de Governo, atualmente ocupada pelo ministro Antonio Imbassahy, do PSDB.

A pasta, responsável pela articulação política com o Congresso, é cobiçada pelo PMDB, partido do presidente Michel Temer. Além disso, Imbassahy não é bem aceito por setores da base aliada. Mas Temer quer mantê-lo no governo como uma forma de contar com apoio de tucanos em votações importantes.

Com isso, a reforma ministerial, alardeada há duas semanas como uma estratégia do governo para fortalecer a base e aprovar a reforma da Previdência, mal saiu do papel. Apenas uma mudança foi concretizada. A nomeação de Alexandre Baldy (sem-partido-GO) para a pasta das Cidades.

Ao chegar à Câmara, Maia foi questionado por jornalistas sobre o impacto dessa situação na aprovação das mudanças nas regras previdenciárias.

"Não vai influenciar. Nós vamos continuar trabalhando. Nós já tivemos outros problemas e conseguimos aprovar matérias importantes. O nosso papel é: se houver um problema, ele vai certamente, em algum momento, ou vai consolidar a posição atual ou vai fazer alguma mudança. Mas isso aí é um problema do presidente Michel Temer. Ele tem toda experiência para dar uma solução para isso. O nosso papel é continuar com nossa agenda", afirmou o presidente da Câmara.

Ainda segundo Maia, a base aliada tem uma unidade em torno do tema das reformas que devem ser votadas no Congresso. Ele disse que "mudanças ou não" nos ministérios devem ser "tratadas pelo governo".

Image
« Ministério Público questiona no STF medida provisória

Número de mulheres vítimas de abuso sexual e violência doméstica crescem no Brasil »

Deixe seu comentário:

Nome

E-Mail

Comentários